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03/12/2021

Escola Superior do MPPR realiza formatura da primeira turma de especialização em Ministério Público

Momentos de emoção marcaram a cerimônia de formatura da primeira turma do Curso de Especialização em Ministério Público, realizada na última sexta-feira, 19 de novembro, na sede da Associação Paranaense do Ministério Público (APMP), em Curitiba. Promotores de Justiça empossados em outubro e dezembro de 2019 e março de 2020 receberam a certificação da Escola Superior do MPPR, concluindo uma etapa importante do processo de vitaliciamento na carreira. 

Participaram da cerimônia os formandos Ana Righi Cenci, Antonio Cezar Quevedo Goulart Filho, Bruna Britto Martins, Caroline Bertolino Mezzaroba, Edson Ricardo Scolari Filho, Eduardo Augusto Colombo Amado da Silva, Gabriela Sanchez Ribeiro, Izabel Queiroz Rocha, Julio Cesar Moraes Comin, Kamila Cristine Vanelli, Murilo Alan Volpi, Pedro Henrique Teixeira Castelan, Raisa Cruz Braga, Vanessa Pinto Maia de Medeiros. Os formandos Alexandre Galati Santos Pereira, Camilla Tramujas Grosbelli, Cláudio Prestes Júnior e Saulo Costa de Negreiros não puderam estar presentes.

Foto: APMP

Abertura

O procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacoia, iniciou o evento concedendo a palavra aos membros participantes da mesa de abertura. O corregedor-geral do MPPR, Moacir Gonçalves Nogueira Neto, desejou felicidades aos formandos e destacou: “O Ministério Público está muito bem servido com profissionais como vocês. Basta seguir na mesma trilha que percorreram até aqui”, afirmou. “Fico muito feliz em ver que o aprendizado e a difusão de conhecimentos são cada vez mais valorizados no Ministério Público brasileiro”, ressaltou o subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, Mauro Sérgio Rocha. “Trabalho e estudo são dois pilares fundamentais que fortalecem a nossa atuação e que precisam estar voltados ao aprimoramento da nossa instituição, em benefício da população.” E completou: “Aprimorem sempre a sensibilidade de ver no povo paranaense e no povo brasileiro a razão de ser do Ministério Público.”

Em sua fala, a subprocuradora-geral de Justiça para Assuntos de Planejamento Institucional, Samia Saad Gallotti Bonavides, fez referência ao poema “Discurso na seção de achados e perdidos”, de Wislawa Szymborska, para dar um recado carinhoso aos formandos: “A vida, infelizmente, é feita mais de ‘perdidos’ do que de ‘achados’. E, como perdemos muita coisa em nosso caminho singularmente, espero que vocês, promotoras e promotores de Justiça, deem significado à sua existência de maneira coletiva. Nós, que pertencemos ao Ministério Público, uma instituição que pode exercer uma interferência muito positiva na sociedade, devemos, coletivamente, entregar a ela muitos achados. Que vocês tenham uma excelente caminhada!”, enfatizou Samia.

O coordenador da Escola Superior, Eduardo Cambi, falou sobre a criação inédita do modelo do curso de ingresso no MPPR, desenvolvido com o objetivo de fornecer subsídios teóricos e práticos sobre a estrutura, o funcionamento, a missão e as atribuições do MPPR e, a partir de uma formação ética e humanista, desenvolver competências nas principais áreas de atuação e de gestão no contexto da realidade prática da atividade ministerial e do viés resolutivo. Cambi também destacou o papel do MP na contemporaneidade: “O MP contemporâneo e do futuro é feito de amor, de entrega, e tem uma missão muito importante nos tempos de hoje, em que somos carentes do diálogo, do pensamento e da persuasão”, apontou.

Foto: APMP

Para o presidente da APMP, o promotor de Justiça André Glitz, os formandos puderam incorporar durante a capacitação os valores que guiaram o Ministério Público até hoje. “Que agora esses valores também possam guiar vocês pela vida”, disse. “Hoje vocês sabem que, além das prerrogativas de nossa função, temos enormes responsabilidades com a população brasileira e que os desafios são muitos para que possamos preservar o Ministério Público da Constituição de 88. Mas temos certeza de que estamos trilhando o melhor caminho com promotoras e promotores como vocês.”

Homenagens e agradecimentos

A promotora de Justiça Ticiane Louise Pereira, paraninfa da primeira turma de formandos, falou emocionada sobre a gratidão de receber o convite e, na oportunidade, agradeceu a todos que a receberam com abertura, acolhimento, afetividade e paciência no início de sua carreira no MPPR, há quase 12 anos. Entre os 12 conselhos dados aos formandos durante seu discurso, Ticiane destacou a importância de haver humanidade no exercício da função de promotor: “Olhe para cada réu, para cada ré, para a memória das vítimas estampada na dor dos que ficaram. Busque sentir todas essas pessoas”, ressaltou. “É a vivência da humanidade que amplia o sentido de unidade, que perpassa portas, adentra carceragens, abre oportunidades e sorrisos, acalma lutos que se prolongam com a injustiça e os percalços da prestação jurisdicional, cria pontes, diálogos, acertos, promove justiça”, completou.

Patrono da primeira turma, o promotor de Justiça Murilo César Soares e Silva parabenizou os formandos pela coragem, liberdade e isenção com que se portaram durante a especialização e ressaltou, entre outros pontos, a necessidade de amadurecimento do regime democrático nacional para que o conceito de democracia não seja confundido com a mera formação de maioria. “Mesmo uma maioria, esmagadora que seja, não pode promover retrocessos à efetivação de direitos fundamentais do cidadão, à proteção eficiente dos bens jurídicos e à salvaguarda de um Ministério Público materialmente independente e autônomo, com capacidade ativa e operacional de promover o regime democrático”, enfatizou.

Relembrando a trajetória dos formandos desde a realização do concurso para promotor substituto, o orador da turma, Eduardo Augusto Colombo da Silva, compartilhou uma frase de sua professora de filosofia do Ensino Médio da qual nunca se esqueceu para falar da importância da atuação do Ministério Público para a sociedade: ‘O poder que não serve não serve’. “O cargo que ocupamos nos dá a possibilidade de alterar a realidade. E nessa possibilidade reside um poder. Eis o perigo: o poder não é um fim em si mesmo, sob pena de servir de instrumento para a manutenção do status quo. Logo, o único sentido em se deter esse poder não é outro senão o de servir a quem necessita.”

Foto: APMP

Durante o discurso de agradecimento, a formanda Caroline Bertolino Mezzaroba destacou o trabalho da Escola Superior, que conseguiu levar a eles todo o conhecimento técnico e prático para o exercício da função de promotor, mesmo com as dificuldades impostas pela pandemia. “Vocês conseguiram ter a sensibilidade em nos trazer professores que foram nossos guias para os estudos, para a carreira e para a vida. Seremos eternamente gratos por terem feito tanta diferença em nosso percurso”, afirmou.

“Esta é uma hora mágica da vida de vocês, formandos”, ressaltou o procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacoia, no encerramento da cerimônia. “Temos que viver mesmo intensamente o presente e o hoje é o dia certo para, com gratidão, amar, acreditar e realizar”, discursou. “Nesta primeira solenidade de formatura que valoriza a importância da formação técnico-jurídica, o Ministério Público abraça os promotores e promotoras identificados com o estudo e com o aperfeiçoamento funcional, que querem fazer a diferença, que compreendem as angústias do povo e zelam para que a dignidade humana seja sempre observada e preservada.”

Também estiveram presentes na cerimônia o procurador de Justiça, Ivonei Sfoggia, o diretor-secretário da Procuradoria-Geral de Justiça, Willian Buchmann, a promotora de Justiça Aysha Sella Claro de Oliveira e a promotora de Justiça Melissa Cachoni Rodrigues, além de familiares dos formandos.

Confira mais fotos no site da APMP

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